A TV aberta sempre foi um veículo social, com um claro papel na sociedade, tanto para informação quanto para entretenimento. Sempre foi um veículo para ser assistido com a família, amigos ou em espaços públicos. Com a televisão por cabos, a internet e agora os dispositivos móveis, tinha-se a impressão de que a televisão teria que caminhar para uma mudança de conteúdo. Porém, utilizando de forma estratégica, os dispositivos de segunda tela se mostram eficazes em recuperar essa característica social da televisão e o ato de consumir uma programação televisiva em grupo, não dentro de espaços fechados, mas virtualmente por meio das redes sociais. Os dispositivos de segunda tela se apresentam como uma solução para a interatividade (sem perda do fluxo da programação) e para a comercialização de publicidade (por meio de jogos, por exemplo) que a TV aberta comercial é incapaz de fazer, além de serem uma ferramenta importante na inclusão digital.
No Brasil, a utilização de segunda tela será definida pela capacidade de conexão do usuário à internet e a capacidade de compra de aparelhos que possibilitem o uso como dispositivo de segunda tela, o que vem ocorrendo em relação ao tablets. Algumas emissoras brasileiras apostaram nesse segmento para TV aberta, como o SBT e a TV Cultura. O SBT lançou um aplicativo, chamado “Menino de Ouro”, que ofereceu conteúdo para segunda tela do reality show de mesmo nome. A TV Cultura oferece conteúdo de segunda tela para programas como o Jornal da Cultura e o Roda Viva. O conteúdo pode ser acessado de qualquer dispositivo que permita a navegação na internet.
Curiosidade: A Disney decidiu incentivar as pessoas a levarem seus iPads e iPhones no relançamento do filme “A Pequena Sereia” e integrá-los ao filme através de um aplicativo que possibilitava a interação com a história.
Confira!
E vocês, acham que esses dispositivos serão tendência no Brasil em jogos, novelas, filmes e publicidade? É aguardar para conferir.
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