segunda-feira, 28 de abril de 2014

Marco Civil, por uma internet livre e neutra!
Comunicajão16:00 0 comentários

No final de abril de 2014, o Brasil assumiu uma liderança quase inesperada. No dia 23, a Presidenta Dilma sancionou a lei do Marco Civil, fazendo com que o país entrasse para a vanguarda das leis de liberdade e neutralidade da rede. Segundo o professor Sérgio Amadeu, esta lei coloca o Brasil como um líder em relação à liberdade na internet e ainda destaca o artigo 15, afirmando que entrou para o projeto para "agradar" aos parlamentares conservadores. Em palestra no evento "Arena NET Mundial", que contou com o apoio de Julian Assange, talvez o maior representante da liberdade aos usuários da internet, Sérgio disse:

"Aprovamos a lei mais avançada do mundo. Ajudamos a escrevê-la e aprová-la. Mas sabemos que para que fosse aprovada tivemos que fazer concessões. Uma delas é o artigo 15, que ordena que todos os provedores guardem o acesso a logs de acesso dos cidadãos. Estes dados são vendidos, são processados e manipulados e têm um enorme valor econômico. Ao obrigar que todos guardem dados, estamos aumentando o mercado de tratamento de dados pessoais. A espionagem não é feita diretamente só com as pessoas, mas também através das corporações que nós "PRAZEIROSAMENTE" utilizamos. São corporações que entregam estes dados para finalidades de manutenção de um poder global baseado na violência. Nós temos que fazer de tudo para colocar a privacidade acima dos ganhos econômicos das corporações, elas só podem guardar nossos dados com a nossa autorização, não podem usar para finalidades econômicas, finalidades políticas."

A neutralidade e liberdade na internet é uma discussão antiga, ocorre desde o início dos anos 1990, com os primórdios do movimento chamado "Ciberpunk", sendo este um hacker, ativista, que preza pela liberdade de informações dos poderosos (governantes e empresários) e privacidade aos "fracos" (usuários comuns). Tendo em destaque os casos como do WikiLeaks, de Julian Assange, Chelsea Manning (militar americano e transsexual assumido, que ajudou Assange liberando informações da inteligencia norte-americana) e de Edward Snowden, que liberou arquivos secretos da NSA, a agência de inteligência norte americana.

Somente com uma internet inteiramente livre e com privacidade aos seus usuários é possível obter uma real democracia, onde todos podem se manifestar e ter sua identidade preservada, sem medo de represálias por parte de governos e grandes empresários. Pessoas como Sérgio Amadeu, Julian Assange, Jéremmie Zimmerman, e tantos outros, lutam diariamente para que os usuários comuns, possam ter liberdade e, principalmente, todos os direitos garantidos dentro da rede. É importante, também, que o usuário esteja sempre atento para que possa cobrar dos representantes todos os direitos que lhe cabe em relação à garantia de liberdade individual diante da lei.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Internet das Coisas, uma nova forma de vermos nossa sociedade
Comunicajão15:29 0 comentários




Neste áudio falamos um pouco sobre a Internet das Coisas e como ela vem moldando nossa sociedade atual e transformando, até mesmo, a lógica das cidades!

quinta-feira, 10 de abril de 2014

"Debaixo de uma parede cinza existe amor pela nossa cidade" OsGemeos
Comunicajão12:16 0 comentários

Em 2008 a prefeitura de São Paulo resolveu iniciar uma política de limpeza urbana, na qual os muros da cidade seriam pintados com a cor cinza de forma a apagar as intervenções neles realizadas. Artistas como OsGemeos, Nunca e Nina, que tiveram importantes obras destruídas pela iniciativa, se juntam para repintar um muro de 700 metros. 

O documentário Cidade Cinza fala justamente sobre isso, a atuação dos artistas por um lado e a intervenção da prefeitura do outro. 

Desde a primeira imagem, Cidade Cinza mostra uma vista aérea de São Paulo, com uma infinidade de prédios por todos os lados. Os grafiteiros conhecidos como Os Gêmeos comentam o caos da cidade e a verticalização da metrópole, enxergando nas paredes grafitadas uma vitória contra o concreto. O documentário não demora para assumir a posição de que a cidade é feita para os moradores, e não para políticos ou empresas. Por isso, as manifestações nas paredes de prédios e casas deveriam ser vistas como uma solução, e não como problema ao panorama urbano.

O longa explora muito bem a confusão entre arte e cultura, entre expressão pessoal e “vandalismo” (para usar uma palavra tão em voga nos dias atuais). O documentário fornece um panorama rico do grafite, do caos da cidade e da dificuldade – tanto dos artistas quanto dos políticos – em delimitar a exploração dos espaços urbanos.


Fonte: Adoro Cinema

domingo, 30 de março de 2014

Ei, você sabe o que é transmídia?
Comunicajão10:51 0 comentários

Você já viu algum filme baseado em um livro? Já jogou algum jogo baseado em algum filme? Já usou algum aplicativo de uma série de TV? Se sua resposta é sim para estas perguntas, ou para alguma delas, é graças à transmídia. Mas afinal, você sabe exatamente o que é essa tal transmídia?

Transmídia, definindo de forma clara e objetiva, é a transmissão de uma mensagem ou história através de várias mídias, utilizando multiplataformas para contar uma mesma história. Pensando na interação do público com as programações televisivas e a possibilidade desse mesmo público gerar informações, a mudança foi significativa. Antes, quando criavam algum novo projeto de uma série de TV, por exemplo, os criadores apresentavam as ideias, os personagens e o roteiro, se fosse aprovada, a série seria produzida e depois de alguns meses estaria no ar. Fim da interação. Atualmente, os criadores de um novo projeto já apresentam a ideia, o roteiro e um site interativo com mais informações, vídeos extras, bonecos e outros produtos que podem ser vendidos, assim como aplicativos para smartphones e ações em redes sociais, tudo o que possa envolver o consumidor em uma experiência ativa.  Na série Sherlock é possível comprar alguns produtos usados pelos personagens. Assim como no seriado Lost, havia um aplicativo para celulares em que os usuários recebiam informações únicas sobre a série enquanto ela estava sendo transmitida.

Um outro exemplo de transmídia é quando uma arte feita em paredes e muros é divulgada na Internet através de fotos e vídeos. Muitos artistas ganham notoriedade dessa forma e até mesmo uma frase ou ideia passa a ser recorrente no ambiente virtual. Como a frase “mais amor por favor” pode ser encontrada em várias fotografias tiradas de paredes em cidades diferentes, sendo propagadas pelas redes sociais. Um blog que mostra muito bem esse tipo de transmídia é o Olhe os Muros. É um Tumblr no qual pessoas de várias cidades do Brasil mandam fotos de paredes desenhadas ou com escritos interessantes. É uma divulgação de arte e ideias que vale a pena conferir.

Olhe esses muros:

Se quiser saber mais sobre o que é transmídia dê uma olhadinha nesse vídeo:

http://www.youtube.com/watch?v=7FoJb8IT2G8


Banksy na telinha americana
Comunicajão09:39 0 comentários

Alguém ai curte Simpsons? 

O artista Banksy já fez uma abertura para a série sabiam?
E como tudo o que ele faz é bem impactante, vale a pena conferir:



segunda-feira, 17 de março de 2014

Jornalismo, Arte Urbana e Ativismo, conheçam a "Guerrilha GRR"
Comunicajão13:25 0 comentários

O ativismo na internet existe desde os anos 1990, com o nascimento da internet a qual entendemos hoje, e se espalhou pelo mundo todo. Além de ser uma forma de expor suas opiniões, o ciberativismo é um modo de contrapor as opiniões da mídia de massa tradicional, já que é quase sempre independente e sem visar o lucro. Recentemente, um dos maiores nomes do ciberativismo, Julian Assange, abalou o mundo com o seu WikiLeaks. Nascido na Austrália, Assange teve acesso e publicou abertamente documentos oficiais de embaixadas, principalmente, estadunidenses ao redor do mundo. Hoje Assange está refugiado na embaixada do Equador, em Londres. Hoje é tido como um grande exemplo de ciberativista que luta pela liberdade de expressão e informação. 

O Guerrilha GRR é um coletivo de mídia independente, lançado em fevereiro de 2014 e que tem como base, além do jornalismo, assuntos tipicamente urbanos, como o graffiti e o hip-hop, até o ativismo na internet, como uma forma de se colocar contra o sistema e as mídias tradicionais.

Em sua primeira publicação, datada de 14 de fevereiro de 2014, expõe de forma inteligente, crítica e, surpreendentemente, irônica qual é a linha editoria e do que a "Guerrilha" é feita. No texto de sua linha editorial, os guerrilheiros indicam um filme sobre o Zapatismo, um livro sobre Carlos Marighella e o CD "Guerrilha Verbal" do rapper Black Allien, mostrando assim, qual é o direcionamento que o grupo dará no seu ativismo e em sua ideologia. Também é citado o nome do jornalista Vladimir Herzog, assassinado durante a ditadura militar. 

Outro caso importante de ciberativismo brasileiro é o coletivo Centro de Mídia Independente. O CMI, que faz parte de um movimento mundial de mídia independente, disponibiliza seu conteúdo abertamente e qualquer pessoa que assim deseje, pode publicar textos nele, desde que contenham, segundo eles “notícia alternativa e crítica de qualidade que contribua para a construção de uma sociedade livre, igualitária e que respeite o meio ambiente.”

O ativismo, conforme conhecemos ao longo da história, continua ativo, perdoando o pleonasmo. Ele se modifica conforme as tecnologias avançam, evolui junto à sociedade, mas sempre está presente e lutando pelos seus ideais e valores! Que iniciativas assim se espalhem, por uma sociedade mais popular e independente! 

segunda-feira, 3 de março de 2014

Dispositivos de segunda tela: interação, comunicação e informação em novos formatos.
Comunicajão14:41 0 comentários

Em uma série de palestras realizadas nos Estados Unidos em 2013 pela 2nd Screen Society (entidade que incentiva a criação, produção de conteúdos, dispositivos e distribuição de sistemas para a interação da audiência com a segunda tela), Guy Finley, diretor executivo da 2nd Screen Society, apresentou o conceito de segunda tela como toda e qualquer experiência de engajamento da audiência, incluindo a TV Social como um elemento integrante. Demonstrou que as aplicações em segunda tela estão vinculadas à utilização da plataforma TV Social, permitindo o compartilhando e conversas com sua comunidade enquanto você assiste à televisão. O objetivo principal na criação de conteúdos para segunda tela é promover o compartilhamento dos programas por meio das redes sociais, ampliando o uso da segunda tela como não apenas um conteúdo que agrega valor ao programa distribuído pela emissora, mas também como um dispositivo estratégico de comunicação, que tem por objetivo a participação do telespectador.

A TV aberta sempre foi um veículo social, com um claro papel na sociedade, tanto para informação quanto para entretenimento. Sempre foi um veículo para ser assistido com a família, amigos ou em espaços públicos. Com a televisão por cabos, a internet e agora os dispositivos móveis, tinha-se a impressão de que a televisão teria que caminhar para uma mudança de conteúdo. Porém, utilizando de forma estratégica, os dispositivos de segunda tela se mostram eficazes em recuperar essa característica social da televisão e o ato de consumir uma programação televisiva em grupo, não dentro de espaços fechados, mas virtualmente por meio das redes sociais. Os dispositivos de segunda tela se apresentam como uma solução para a interatividade (sem perda do fluxo da programação) e para a comercialização de publicidade (por meio de jogos, por exemplo) que a TV aberta comercial é incapaz de fazer, além de serem uma ferramenta importante na inclusão digital.

No Brasil, a utilização de segunda tela será definida pela capacidade de conexão do usuário à internet e a capacidade de compra de aparelhos que possibilitem o uso como dispositivo de segunda tela, o que vem ocorrendo em relação ao tablets. Algumas emissoras brasileiras apostaram nesse segmento para TV aberta, como o SBT e a TV Cultura. O SBT lançou um aplicativo, chamado “Menino de Ouro”, que ofereceu conteúdo para segunda tela do reality show de mesmo nome. A TV Cultura oferece conteúdo de segunda tela para programas como o Jornal da Cultura e o Roda Viva. O conteúdo pode ser acessado de qualquer dispositivo que permita a navegação na internet.

Curiosidade: A Disney decidiu incentivar as pessoas a levarem seus iPads e iPhones no relançamento do filme “A Pequena Sereia” e integrá-los ao filme através de um aplicativo que possibilitava a interação com a história.
Confira!




E vocês, acham que esses dispositivos serão tendência no Brasil em jogos, novelas, filmes e publicidade? É aguardar para conferir.